Organização social e política dos hebreus
Após
a morte de Moisés, os hebreus cruzaram o Jordão e combateram os cananeus. Vencidos os cananeus, os israelitas se
estabelecem na Palestina. Nessa época, o povo hebreu estava dividido em
12 tribos (“os doze filhos de Israel”), que viviam em clãs compostos
pelos patriarcas, seus filhos, mulheres e trabalhadores não livres.
O poder e prestígio desses clãs eram personificados pelo patriarca, e
os laços entre esses clãs eram muito frágeis. Após conquistar Canaã eles acharam melhor botar o poder com os chefes militares. Estes chefes
passaram a ser conhecidos como Juizes.
Com a concentração do poder em suas mãos, os juizes procuraram à união
das doze tribos, pois ela possibilitaria a realização do objeto comum:
O domínio da Palestina. As principais lideranças deste período foram
os juizes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel, todos eram considerados
enviados de Jeová, para comandar os Hebreus.
A união das doze tribos era difícil de ser conseguida e mantida, pois
os juizes tinham um poder temporário e mesmo com a unidade cultural,
(língua, costumes, e, principalmente religião), havia muita divisão
política entre as tribos. Assim foi preciso estabelecer uma unidade
política. Isto foi conseguido através da centralização do poder nas
mãos de um monarca, Rei, o qual teria sido escolhido por Jeová para
governar.
Os reis hebreus
O
primeiro rei hebreu foi Saul (1010 a.C.) que liderou guerras contra os
filisteus, porém morreu sem conseguir vencê-los. Foi sucedido por Davi
(1006 a 966 a.C.), que conseguiu derrotar os filisteus e estabeleceu
domínio sobre a Palestina, fundando o Estado Hebreu, cuja a capital
passou a ser Jerusalém.
Em
seguida, Salomão ( 966 a 926 a.C.), filho de Davi. Filho de Davi desenvolveu o comércio, aumentando a
influência do reinado sem recorrer a guerra. No entanto a fartura e a
riqueza que marcaram o seu reinado exigiam o constante aumento de
impostos, que empobreciam mais e mais o trabalhador, criando um clima
de insatisfação no povo hebreu.
O cisma político-religioso: os reinos de Israel e Judá
Após a morte de Salomão, houve a divisão política e religiosa das tribos e o fim da monarquia unificada.
Os hebreus dividiram-se em Dez tribos do norte e formaram o Reino de Israel, liderados por Jerobaão. Após disputas internas, chegaram a um acordo em 878 a.C., com a escolha de Omri para rei. Apesar de a veneração a Iavé persistir, foi introduzido o culto a vários deuses.
Os hebreus dividiram-se em Dez tribos do norte e formaram o Reino de Israel, liderados por Jerobaão. Após disputas internas, chegaram a um acordo em 878 a.C., com a escolha de Omri para rei. Apesar de a veneração a Iavé persistir, foi introduzido o culto a vários deuses.
A dominação estrangeira
O
Reino de Israel, desde o inicio viveu na idolatria; isto fez com que a
ira de Deus se manifestasse sobre ele permitindo que no ano 722 a.C.,
fosse conquistado por Sargão II, da Assíria, e seu povo fosse levado
para o cativeiro, sendo seu território habitado por outros povos, ali
colocados por ordem do rei da Assíria.
O castigo de Deus veio sobre ela através do rei Nabucodonosor, da
Babilônia, no ano 586 a.C. A cidade santa, Jerusalém, foi destruída e
o Templo queimado e os nobres eram amarrados e levados para o
cativeiro.
O cativeiro durou até
os dias de Ciro, rei da Pérsia que permitiu que o povo que estava
escravizado na Caldéia, regressar a Palestina e reerguer o Templo de
Jerusalém (536 a.C.). A seguir a Palestina foi invadida por Alexandre
da Macedônia (322 a.C.). Depois passou a seu protetorado egípcio (301
a.C.), Colônia Síria (198 a.C.), e província romana (63 a.C.).
No ano 70 da era cristã, após uma fracassada revolta contra a dominação
romana, Jerusalém foi conquistada por Tito e seus exércitos, ocorrendo
uma segunda destruição do Templo. Atualmente do templo de Jerusalém
resta apenas um muro, conhecido como o Muro das Lamentações.
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